aulas remotas

Em tempos de ensino híbrido saiba como turbinar as aulas remotas

Depois de um 2020 com as escolas fechadas e muito aprendizado sobre a educação a distância, as instituições de ensino ganham um novo desafio em 2021: consolidar o modelo de ensino híbrido e as aulas remotas. 

Esse formato é tendência e parece ser, portanto, um caminho sem volta, principalmente num contexto em que a vacinação contra o Coronavírus é lenta e a volta às aulas 100% presenciais ainda não é uma realidade nas cidades brasileiras.

Para se preparar para esse momento é essencial que as escolas entendam os diferentes modelos de ensino híbrido. Também é importante que a gestão pedagógica e os professores estejam atentos às diferentes estratégias para manter o interesse dos alunos e deixar as aulas remotas mais interessantes.

São esses temas que vamos abordar neste artigo!

Os diferentes modelos de ensino híbrido

De maneira geral, o ensino híbrido é a combinação de  distintos materiais de aprendizagem utilizando o auxílio da tecnologia, livros, jogos, aulas online e presenciais podendo, em algum momento, contar somente com a autonomia do aluno e em outro com  a mediação do professor. No ambiente online utiliza-se plataformas que permitem a transmissão da aula ao vivo, inserção de arquivos, vídeos e tec., como o Moodle, além de materiais e atividades que são enviadas aos alunos para que eles façam de maneira remota.

Já as aulas presenciais são as tradicionais que já conhecemos: os alunos vão à escola e se relacionam diretamente com colegas e professores. A combinação desses formatos pode se dar em diferentes modelos, que são os formatos de ensino híbrido. Confira alguns dos mais usados hoje no mundo:

Sala de aula invertida

Nesse modelo, os alunos recebem em casa a exposição prévia do conteúdo que será trabalhado presencialmente em sala de aula. É por isso que há inversão: em vez de aprenderem algo na sala para depois fazerem atividades, os alunos são estimulados a pesquisarem e se debruçarem sobre o material individualmente com antecedência. Só depois ouvirão o professor e farão trocas com os demais colegas.

Laboratório rotacional 

Aqui os ensinos remoto e presencial acontecem simultaneamente na turma, sendo que metade dos alunos experimenta um formato, enquanto a outra metade vivencia o outro. Para isso, os alunos são divididos em grupos. No ensino remoto eles têm o apoio da tecnologia, mas não do professor, aprendendo de forma mais autônoma. No modelo presencial, a turma conta com a intervenção do professor, que pode atuar na exposição de conteúdos, promovendo debates ou tirando dúvidas.

Virtual enriquecido 

Esse é um dos modelos mais conhecidos no Brasil e também um dos mais simples de serem implementados. Ele consiste basicamente em intercalar aulas online e presenciais, durante a semana. Nesse caso as escolas podem oferecer, por exemplo, três aulas à distância e duas presenciais. O ideal é que a grade seja construída de forma complementar, de maneira que um momento fortaleça o outro.

À la carte 

Mais comum no exterior, como nos Estados Unidos, esse modelo é utilizado com alunos em estágios mais avançados dos seus estudos, a partir do ensino médio. Isso porque esse formato dá ao estudante autonomia para escolher e organizar seu currículo. O próprio aluno pode selecionar entre as disciplinas oferecidas online, que complementam aquelas realizadas no presencial. Dessa forma, ele constrói sua grade de estudos de acordo com seu interesse e sua disponibilidade.

Dicas para aulas remotas eficientes e atrativas

Se tem uma coisa que o isolamento social de 2020 ensinou às instituições de ensino é que elas precisam se reinventar nas estratégias de educação. 

Os professores viram, na prática, que não adianta transportar o modelo presencial para o ambiente online: o ensino à distância tem suas especificidades e precisa ser desenvolvido com estratégias pertinentes a esse espaço virtual.

Para ajudar as escolas na elaboração de aulas remotas que, de fato, alcancem os alunos, despertem seu interesse e os ajude a aprender, reunimos aqui algumas dicas práticas. Confira:

Não deixe os alunos soltos

A intervenção do professor nas aulas presenciais já é bem conhecida, mas o mesmo não se pode dizer das aulas remotas. É muito comum que o conteúdo e as atividades sejam disponibilizadas online sem nenhuma orientação, o que é um erro grave. Para a aula remota é imprescindível que o professor dê orientações claras aos alunos, explicando o que espera deles nesse momento.

Mais atividades individuais

Nas aulas à distância, o tempo de exposição de um conteúdo ou de debate aberto não pode ser o mesmo que o de uma aula presencial. Isso porque, no ambiente online, a concentração e a atenção dos alunos podem ser interrompidas com mais facilidade. Para evitar muita dispersão, o professor deve intercalar momentos de exposição do conteúdo com atividades individuais que estimulam a reflexão e o raciocínio, como os quizzes. Essas atividades podem ser feitas online e, em caso de dúvidas, os alunos se conectam ao professor via chat ou abertura de microfone.

Ofereça material de suporte estimulante

Não adianta encher a caixa de e-mails dos alunos ou a plataforma de aula remota com textos longos ou apresentações intermináveis de PowerPoint. É importante oferecer outros materiais de suporte como vídeos, podcasts, links para notícias e artigos, quizzes e ferramentas gamificadas. Um exemplo é a Kahoot!, uma plataforma gratuita de aprendizado baseada em jogos. Nela, o professor pode criar testes de múltipla escolha sobre qualquer assunto. 

Utilize as redes sociais

Ambientes como Youtube, Instagram e WhatsApp são ricos em possibilidades e podem – e devem – ser usados pelos professores. Pense bem: os alunos já estão lá de qualquer jeito, então por que não encontrá-los nesses espaços que são tão familiares a eles? Além disso, essas são plataformas que, se usadas com cuidado, podem ajudar muito na exposição de conteúdo e na interação com a turma.

Estimule a participação dos alunos

No ambiente online, a participação dos alunos pode ser um desafio. Isso porque muitos ficam tímidos ou desestimulados de falar nesse contexto. Por isso é importante que os professores pensem em estratégias como o reforço do chat online, a utilização de plataformas como o Google Drive, onde conteúdos podem ser construídos de forma compartilhada, e a utilização de nuvem de ideias. Para essa última, pode-se utilizar o Mindmeister, ferramenta online que permite aos usuários compartilharem ideias, na medida em que se forma uma nuvem de palavras.

Colha feedback e se reinvente

Não se acomode com o que já oferece: para manter as aulas remotas e eficientes e criativas é preciso sempre avaliar o que está sendo oferecido e buscar novas inspirações. O professor que tem interesse em analisar seus resultados pode usar, por exemplo, a ferramenta de formulário Google Forms para fazer pesquisas online com os alunos. Também é essencial que ele permaneça se capacitando para não ficar desatualizado. Você pode começar assistindo à live “Conexão AIX: O desafio de ser professor no novo normal”.