educação 4.0

Educação 4.0: a nova forma de ensinar na era digital

A educação 4.0 surge com a necessidade de seguir em linha com a era digital e formar indivíduos capazes de participarem ativamente de todas as mudanças trazidas pela tecnologia.

Estamos 24 horas conectados com pessoas em diferentes partes do mundo. Usamos aplicativos para nos deslocar na cidade, pedimos comida com alguns cliques e já nem lembramos a última vez que pisamos numa agência bancária.

A gente nem percebe, mas a tecnologia alterou significativamente a forma como vivemos, de tal maneira que teríamos dificuldade de passar um dia sem internet.

E se ela altera a forma como conversamos ou consumimos, ela também transforma as regras de como nos organizamos como sociedade. Tecnologias como internet das coisas, big data, automação, impressão 3D e inteligência artificial mudam a lógica da indústria, do trabalho, do comércio, da prestação de serviços e, é claro, da educação.

Na chamada Quarta Revolução Industrial, a informação é facilmente acessada em diferentes formas e as habilidades exigidas dos profissionais vão muito além do que os antigos currículos escolares poderiam dar conta.

Você sabe o que é educação 4.0?

É um novo conceito de educação que surge para atender às demandas de transformação de uma sociedade impactada pela revolução digital.

É claro que se trata de um ensino com muitos instrumentos tecnológicos, desde um simples tablet, passando pelas lousas inteligentes, até sistemas educacionais que coletam e tratam dados dos alunos com o objetivo de oferecer uma educação personalizada.

Mas, muito além das ferramentas digitais, a educação 4.0 traz um novo olhar sobre o processo de ensino, uma vez que o professor não detém mais todo o conhecimento. A ideia de “mestre e aprendiz” cai por terra e o educador ganha status de curador e orientador.

Sim, é ele quem vai guiar os alunos nessa imensidão de conteúdo e ensiná-los a aprender de forma autônoma, prática e multidisciplinar.

Na educação 4.0 os alunos são formados a partir de uma cultura maker, ou seja, mão na massa. Eles são convidados a experimentarem situações reais de resolução de problemas e aprendem que as soluções dos desafios normalmente passam não apenas por uma área de conhecimento, mas por uma mistura de saberes.

É bom lembrar: na era digital, acessar conteúdo não é o mais importante. Até porque a tecnologia facilitou isso e pode entregar qualquer informação em poucos segundos.

Mas, por outro lado, justamente por essa grande oferta, aumentou a necessidade da formação de indivíduos com pensamento crítico e capazes de discernir conteúdo de qualidade e verdadeiro. É por isso que a escola da era digital precisa se preocupar menos com quadro cheio de matéria e mais com aulas marcadas por debates, troca de experiências com convidados e participação ativa dos alunos.

A evolução dos modelos educacionais

Entender o passado pode ser um bom exercício para nos prepararmos para o futuro. Por isso vamos convidá-lo a lembrar como o modelo de educação evoluiu ao longo do tempo.

Podemos chamar de educação 1.0 aquele formato em que um mestre fazia a transferência de conhecimento a um aprendiz ou a poucos alunos no ambiente doméstico ou da igreja. Ela era restrita a nobres ou a eclesiásticos e era totalmente focada no professor.

Com a Revolução Industrial iniciou-se o conceito da educação 2.0, que seguia a mesma lógica de funcionamento das fábricas. O ensino se dava em ambientes controlados, o método era repetitivo e cheio de regras. Disciplina era a palavra de ordem.

O aluno no centro do aprendizado aparece pela primeira vez na educação 3.0. Começam a surgir tecnologias que trazem novas possibilidades para a pedagogia. A criatividade, a participação ativa dos alunos, a flexibilidade no currículo escolar e na disposição física da sala ganham evidência.

Essas mudanças se consolidam na era da educação 4.0, quando o foco é totalmente direcionado para o aluno. A possibilidade de coletar e tratar dados permite uma personalização do ensino, de forma a potencializar as habilidades de cada estudante. O professor não é mais uma ponte de conhecimento: ele assume um papel importante de orientador e auxilia os alunos na busca do aprendizado.

Os desafios de transformar conceito em prática

A urgência da implantação de um modelo educacional alinhado à era digital é inegável. Mas, será que esse processo será simples? É claro que não.

Em matéria publicada no site do MEC, a presidente do Instituto Ayrton Sena, Viviane Senna, lembra que os saltos de mudanças assustam a humanidade e, desta vez, o susto pode ser ainda maior porque a tecnologia acelerou as transformações.

Para ela, a aplicação do conceito da educação 4.0 ainda é lenta justamente porque as instituições não conseguem acompanhar as evoluções da era digital.

A escola, não só no Brasil, mas no mundo, ainda está preparando os alunos para empregos do século 20, como se estivesse parada no tempo. Precisamos preparar os jovens para um mundo que está mudando muito rápido”, disse.

Para que as mudanças aconteçam não basta adotar uma ou outra tecnologia: a cultura também precisa ser transformada. Estamos falando de educadores que entenderam a educação 4.0 e estão convencidos de que os métodos tradicionais não são mais capazes de formar cidadãos da era digital.

Depois que a cultura do 4.0 é estabelecida a escola ainda precisará formar seus educadores. Eles precisarão aprender não apenas a utilizarem novos dispositivos, mas também a pensarem sob a lógica digital. Os professores terão que aprender a deixarem de serem os mestres ou a ponte de conteúdo para se tornarem curadores de conhecimento.

A verdade é que essa não será uma jornada fácil, mas as instituições que quiserem sobreviver e, mais que isso, garantirem uma formação eficiente para os seus alunos terão que modernizar e, gradativamente, implementarem o conceito da educação 4.0.

Comece agora!

Falar de tecnologia na educação pode assustar algumas instituições que logo imaginam grandes investimentos em sistemas hi-techs. Mas, a adaptação pode começar por pequenas mudanças, como a adoção de um software de gestão. A partir de um produto como esse a instituição aperfeiçoa seus processos, se comunica melhor com os alunos e com as famílias e começa a coletar e tratar dados de seus estudantes. Ficou interessado? Conheça as soluções da AIX!