novo ensino médio

Novo ensino médio: o que você precisa saber para ter sucesso na sua escola

São muitas as transformações que têm sido vivenciadas pela população mundial. O avanço da tecnologia, as novas formas de comunicação, o acesso mais fácil à informação de qualidade, tudo isso impõe uma série de mudanças também na área da educação. 

Nesse contexto, o Brasil viu nascer o novo ensino médio, que é uma proposta de reforma da educação de jovens por meio de uma medida provisória.

O objetivo é oferecer um tipo de educação mais atualizada, de acordo com as necessidades do mundo contemporâneo. Assim, espera-se contribuir de maneira mais eficiente com a formação dos estudantes.

Mas, afinal, o que muda com a reforma? Quando e como ela foi proposta? Como todos os envolvidos devem se adaptar a ela? Quais ferramentas podem ajudar? É sobre isso que trataremos neste artigo!

O que é o novo ensino médio?

O conceito de novo ensino médio, como o próprio nome sugere, diz respeito à atualização do ensino diante das transformações contemporâneas. Essas atualizações incluem mudanças em carga horária, conteúdo e organização curricular.

É importante destacar que a mudança compreende a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) já adaptada a essa nova realidade. Exatamente por isso, ela foi adiada e alterada para se encaixar nesse novo cenário. 

No Novo Ensino Médio, os alunos terão uma carga de aula de 3000 horas, sendo que desse total 1.800 horas serão destinadas às aprendizagens obrigatórias estabelecidas pela BNCC. O restante será utilizado no itinerário formativo, que é formado por áreas específicas e que podem ser escolhidas pelos alunos, de acordo com seu interesse de aprofundamento dos estudos.

A Medida Provisória (MP) nº 746/2016, responsável pela reforma, foi sancionada pelo então presidente Michel Temer em fevereiro de 2017. Antes disso, porém, percorreu um grande caminho: passou por nada menos do que 567 emendas, tanto de senadores quanto de deputados. Envolto em polêmicas, o texto precisou sofrer diversas mudanças até chegar à lei atual.

Embora a aprovação tenha ocorrido em 2017, ficou estabelecido o ano de 2022 como o prazo final para a implementação do novo ensino médio. No entanto, para 2021, muitas instituições de ensino já preparam uma espécie de “projeto piloto”, tendo em vista uma adaptação melhor a essa nova realidade.

Quais são as principais mudanças para cada segmento?

Sim, o novo ensino médio estabelece várias mudanças na educação. Porém, quais são elas e como elas acontecem na prática? Para ficar mais claro, evidenciamos as transformações de acordo com cada personagem envolvido nelas.

Aluno

Com o novo ensino médio, o estudante terá mais tempo para se dedicar às aulas. A carga horária foi ampliada de 2400 horas para 3000 horas – um aumento de 600 horas na formação!

Além desse incremento, poderá haver até 20% de aulas a distância no caso de ensino médio regular e até 30% no ensino noturno, conforme falaremos mais a seguir.

Outra transformação substancial é que o aluno poderá investir mais naquilo que verdadeiramente tem a ver com ele e com seus projetos. Isso porque as novas diretrizes tornam obrigatórios o apoio e o acompanhamento das instituições de ensino ao plano de vida dos estudantes. 

Eles não precisarão aprender mais todas as matérias, mas poderão escolher um itinerário formativo que mais se encaixa ao futuro profissional que desejam. As opções são: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas/Sociais e Formação Técnica/Profissional.

Dessa forma, as habilidades e talentos serão melhor desenvolvidos, assim como a capacidade crítica e de compreensão do mundo. É bom reforçar que, apesar dessa flexibilidade, a BNCC garantirá que determinados conteúdos sejam aprendidos por todos, independentemente das preferências. É o caso de matérias como português e matemática.

Por fim, as aulas serão muito mais criativas, com menos exposições e utilização mais intensa de recursos como atividades práticas e oficinas. A organização se dará por área de conhecimento, em vez das tradicionais disciplinas.

Professor

Todo o conhecimento a ser explorado nas escolas está contemplado na BNCC. Assim, todas as instituições de ensino terão de oferecer obrigatoriamente matérias como filosofia, sociologia, artes e inglês, abrindo mais oportunidades para o segmento.

Além disso, os chamados itinerários formativos, ou seja, as áreas de conhecimento que serão exploradas de acordo com as preferências de cada aluno, também vão contar com profissionais capacitados para conduzi-las.

O aumento da carga horária abrirá um mundo maior de oportunidades para os professores, que terão, ainda, mais tempo para ajudar a desenvolver e acompanhar a formação dos estudantes.

A mudança no novo ensino médio também traz aos professores a necessidade de continuarem estudando (educação continuada) para que possam estar atualizados no que diz respeito aos conteúdos, metodologias utilizadas, tecnologias aplicadas, entre outras questões.

Gestor

A ampliação da carga horária e o aumento do ensino integral trazem novas oportunidades a serem aproveitadas pelos gestores das instituições de ensino.

Para se ter uma ideia, em 2017, o Ministério da Educação (MEC) já esperava 500 mil novas matrículas para o ano seguinte. O aluno passa a ter a formação ampliada e há um interesse maior de toda a comunidade em integrá-lo às oficinas e atividades.

Para que os itinerários formativos sejam ainda mais eficientes, escolas poderão formar parcerias umas com as outras. Dessa maneira, uma instituição não precisará ofertar todas as áreas e, sim, focar naquela que mais se encaixa à sua realidade, a dos alunos e a dos professores.

Além disso, o MEC dá a assistência necessária para implementar todas as transformações que vêm com o novo ensino médio. Para isso, conta com o Programa de Apoio ao Novo Ensino Médio e com o Programa de Fomento à Implementação de Escolas de Tempo Integral (EMTI). Ambos, inclusive, já estão em vigor.

Como já mencionamos neste artigo, o novo ensino médio traz consigo a necessidade de os professores estarem atualizados em várias questões. É relevante que o gestor tome para si a responsabilidade de incentivar e acompanhar esse processo, oferecendo capacitação aos professores e aos demais envolvidos no processo educativo.

Como fica o ensino a distância?

Entre todas essas significativas mudanças, uma das que mais têm estado em evidência diz respeito ao ensino a distância. Por isso, preparamos um tópico especial para o assunto.

De toda forma, esse tipo de educação já se tornaria uma realidade. A pandemia do Covid-19, porém, forçou o ensino remoto nas mais diferentes instituições, o que fez com que a adaptação viesse antes mesmo do que o previsto. É o chamado novo normal

Em um mundo pós-pandemia, a tendência é de um ensino híbrido, em que a sala de aula virtual atuará como uma espécie de parceira da presencial. Não se trata, portanto, de uma substituição, mas, sim, de um complemento.

Com esse novo cenário, surgiu o entendimento de que o ensino a distância pode, sim, dar certo. Mas, mais do que isso: houve a certeza de que os bons resultados podem ser melhores do que se imaginava.

No entanto, para que isso ocorra, é necessário realizar bons investimentos em ferramentas úteis e eficientes. É justamente aí que entra a sala de aula virtual. Por meio desse recurso, é possível contar com exercícios, provas online e correção automatizada, itinerário de aprendizagem personalizado e até gamificação! Dessa forma, o ensino se torna muito mais leve, criativo e eficaz.

O novo ensino médio surgiu como uma forma de modernizar a educação. 

Agora, o estudante passou a ser visto de uma maneira diferenciada: como protagonista do seu processo de aprendizado, conduzindo seu saber nas áreas que mais têm a ver com ele profissionalmente. Nesse processo, o uso da tecnologia é mais do que importante, tornando-se fundamental para se colher bons frutos.